O Pesadelo de Júlio (Episódio 3)

Caco: Ô de casa! Tem alguém aí? Alípio? Zazá? Lola? Lilica? Tem alguém aí?

Caco: Ué, aonde será que eles foram? Será que estão dormindo?

Chico: Imagine só se isso é hora de galinha dormir.

Caco: Quem disse isso?

Matilde: O periquito quer saber quem está falando.

Caco: Periquito não! Eu sou um papagaio e dos bons, tá?

Toto: Chico, pare com isso, ele está ficando nervoso!

Caco: Quem é Chico? E quem é que está nervoso?

Chico: É você aí que está bisbilhotando no paiol.

Caco: O quê? Apareça e repita o que disse!

Chico: Venha você até aqui, se você é papagaio.

Caco entra voando pela janela no paiol e encontra Júlio no momento em que ele também entra

Júlio: Ué, não tem ninguém aqui, só você, Caco.

Caco: Sim, Júlio, mas tem alguém falando aqui dentro.

Júlio: Quem, algum vilão que raptou será? Será que foi aquele padre que a gente viu no boliche ontem?

Caco: Não era o padre porquê se fosse ele, estaria sozinho. Eram três.

Matilde: Não acredito! O papagaio e o menino acha que somos vilões.

Júlio vê a melancia Matilde, o tomate Toto e o abacaxi Chico e se aproxima deles.

Júlio pega Chico

Chico: Cuidado, eu sou muito áspero e não fui descascado ainda! Você pode se machucar!

Júlio: Um abacaxi que fala!

Júlio solta Chico, que cai de volta no cesto

Toto: Cuidado, minha pele é muito delicada!

Caco: Ah, o tomate falante!

Matilde: Desculpe, com quem tenho a honra de falar? Eu sou a Matilde, á seu dispor! E ele é o Toto, o tomate.

Toto: Oi!

Júlio canta Africa (Toto) como piada ao nome do tomate

Júlio: It's gonna take a lot to drag me away from you (Vai ser preciso muito para poder me afastar de você)

Júlio: There's nothing that a hundred men or more could ever do (Não há nada que cem homens ou mais possam fazer)

Júlio: I bless the rains down in Africa (Benditas sejam as chuvas que caem na África)

Júlio: Gonna take some time to do the thinks we never had (Vai levar algum tempo para fazermos as coisas que nunca fizemos)

Caco: Boa piada, hein, Júlio?

Chico: Júlio?

Júlio: Sim, eu sou o Júlio e esse aqui é meu amigo Caco. Desculpe, viu? Mas eu não sabia que as frutas falavam.

Caco: Nem eu.

Toto: Fui piadado! Bom, mas para ser sincero, não gostamos muito de falar não.

Matilde: Mas a situação é muito grave.

Chico: Vocês não nos deixam outra saída.

Toto: É, desculpem, mas não podemos mais nos calar.

Caco: Se não gostam muito de falar, então por quê estão falando?

Júlio: Falem logo, vocês estão me deixando preocupado!

Chico: Nós, as frutas do mundo inteiro, estamos fartas de ver tanto desperdício.

Caco: Por quê?

Chico: Vocês nos colhem, então em vez de vocês nos comerem logo, vocês nos deixam apodrecer.

Matilde: Revoltante!

Toto: Vergonhoso!

Chico: Irritante!

Júlio: Lá ele...

Matilde: Alimentar á todos é um dos destinos gloriosos das frutas.

Toto: É, mas apodrecer na fruteira ou na geladeira é muito triste, tá?

Chico: É um pesadelo!

Caco: Já que vocês não se importam, eu adoro frutas!

Caco começa á comer Matilde, Toto e Chico

Júlio: Não, Caco! Caco, não, não, não, não, não, nãããããããããããããããããããão!

Júlio acorda, era tudo um pesadelo

Júlio: Puxa puxa que puxa, viu? Então era só um pesadelo!

Júlio olha para o seu despertador e vê que eram 03:33 da manhã

Júlio: 3 da manhã? Acordei cedo pra caramba!

Um braço sai de debaixo da cama e derruba o Júlio

Júlio: Ai! Algo me derruba da cama logo cedo?

Dois olhos grandes e vermelhos surgem em meio á escuridão debaixo da cama do Júlio

Juniper: Olá, Júlio, você sabe quem eu sou?

Júlio: Quem é você? E como você sabe meu nome?

Juniper: Eu sou Juniper!

Júlio: E o que faz debaixo da minha cama?

Juniper: Por ordem do grandioso Avessus, eu manipulei o seu cérebro, fazendo você ter aquele pesadelo com as frutas. E também, hoje vou te levar para as profundezas do inferno!

Juniper dá uma risada maligna

Júlio: Por favor, não faça isso, me deixe dormir em paz!

Juniper revela a sua aparência

Júlio: Puxa puxa que puxa, você se parece comigo.

O rosto de Juniper fica mais demoníaco, como boca e olhos arregalados e soltando um grito assustador.

Júlio se assusta

O grito de Juniper acorda os avós de Júlio (Arquibaldo e Emerenciana)

Arquibaldo: Que grito é esse, minha velha?

Emerenciana: Não sei, Arquibaldo, deve ser só coisa da sua cabeça.

Enquanto isso, Júlio fugia de Juniper pelos corredores

Juniper: Júlio, você pode até tentar fugir, mas não vai adiantar, vou te perseguir até o inferno!

Emerenciana: Ih, Arquibaldo, o nosso neto Júlio está em perigo!

Arquibaldo: Vamos ajudá-lo!

Júlio foge até o paiol, onde encontra Alípio, Lilica, Lola, Zazá e Caco dormindo, e Júlio os acorda para ajudá-lo

Júlio: Gente, acorda, preciso da ajuda de vocês!

Zazá: Mas o que é isso, Júlio? Já pra cama!

Júlio: Não, gente, estou sendo perseguido por um tal de Juniper.

Lilica: Quem é o Juniper?

Júlio: É tipo uma forma negra minha, as aparências são as mesmas, mas só que ele é mais assustador. Ele quer me pegar por ordem de um tal de Avessus.

Lilica: Avessus é um demônio?

Júlio: Não sei.

Júlio sente alguém cutucando suas costas. Júlio olha para trás e vê Juniper

Juniper: Achou que podia fugir de mim? Se prepare porquê eu vou...

A fala de Juniper é interrompida pelos avós de Júlio

Arquibaldo: Parado aí!

Juniper: Vocês acham mesmo que eu posso deixar esse sem futuro em paz?

Emerenciana: Agora você está ferrado, meu velho está armado com sua espingarda pronto para atirar.

Juniper ri maleficamente

Arquibaldo atira na direção de Juniper, mas Juniper consegue pegar a bala com uma de suas mãos antes da bala acertar o seu rosto. Ele pegou na mesma velocidade da bala.

Alípio: Não é possível!

Emerenciana: Tente de novo, meu velho.

Arquibaldo atira de novo, mas Juniper pega a segunda bala

Arquibaldo: Essa criatura é impossível vencer com tiros!

Emerenciana: A fazenda já era!

Juniper corre na direção de Arquibaldo e Emerenciana

Caco: E agora, quem poderá nos defender?

Chapolin aparece

Chapolin Colorado: Eu!

Júlio: Puxa puxa que puxa, é o Chapolin Colorado!

Chapolin Colorado: Não contavam com minha astúcia! Sigam-me os bons!

Chapolin pula da escada e cai encima do Juniper

Júlio: Você está bem, Chapolin?

Chapolin Colorado: Todos os meus movimentos são friamente calculados.

Juniper: Sai de cima de mim!

Chapolin Colorado: Então vocês acordaram no meio da madrugada por causa dele?

Júlio: Sim, Chapolin, primeiro ele me acordou com um pesadelo porquê ele consegue controlar o cérebro das vítimas enquanto estão dormindo, e encontram o Juniper quando acordam. Daí o Juniper me assustou com um grito e correu atrás de mim, e meus amigos animais e meus avós foram me ajudar.

Juniper: Eu já disse pra sair de cima de mim, seu idiota!

Juniper faz a mesma coisa que fez com Júlio, mas com o Chapolin, solta um grito assustador, com sua boca e olhos arregalados

Chapolin se assusta e sai correndo com Júlio, Arquibaldo e Emerenciana.

Arquibaldo: Esperem aí, me lembrei de uma coisa.

Júlio: O quê, vovô?

Arquibaldo: Criaturas paranormais como o Juniper perdem todo o seu poder quando sai a luz do dia.

Chapolin Colorado: Ah tá, é a mesma coisa dos vampiros.

Emerenciana: Mas agora são 3 da manhã e faltam 3 horas para amanhecer.

Júlio: 3 da manhã e 3 para amanhecer, que coincidência, o mesmo número duas vezes, 3 3.

Chapolin vai até o quarto de Júlio e pega o despertador do Júlio.

Júlio: O que vai fazer com o meu despertador?

Chapolin Colorado: Eu tenho a solução.

Júlio: Mas como?

Júlio, Arquibaldo e Emerenciana começam á levitar devido aos poderes sobrenaturais de Juniper

Juniper: Achei vocês!

Chapolin altera o tempo no despertador, adiantando o nascer o sol para derrotar o Juniper

O sol nasce, Juniper grita e desmaia

Chapolin Colorado: Não contavam com minha astúcia!

Júlio, Arquibaldo, Emerenciana, Alípio, Lilica, Lola, Zazá e Caco agradecem ao Chapolin

Fim

Próximo episódio: Deca VS Celite

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